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Os argumentos ‘terrivelmente evangélicos’ de André Mendonça

Por Juliana Sayuri
De Toyohashi (Japão)
(Para Nexo – 8/4/2021)

“Concepções religiosas não podem guiar as decisões estatais, devendo ficar circunscritas à esfera privada”, declarou o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. Em poucas palavras, ele definiu o que se espera de um Estado laico – ainda que, acrescentou o magistrado, a expressão “Deus seja louvado” esteja impressa nas notas de real, o que fez alguns abrirem a carteira para conferir o fato, reportou a jornalista Mônica Manir, ao narrar os bastidores de um julgamento histórico no STF.

A cena data de abril de 2012, nove anos atrás, quando se decidiria pelo aborto legal de fetos anencéfalos, entre embates fervorosos com grupos religiosos e parlamentares da chamada bancada da Bíblia. Enquanto instituição de Estado, do Supremo também se espera laicidade – ainda que, pode-se acrescentar à frase do ministro, a corte tenha até hoje um crucifixo pregado no plenário.

A laicidade voltou à baila no tribunal na quarta-feira (7), quando o Supremo iniciou o julgamento sobre a realização de missas, cultos e demais celebrações religiosas durante a pandemia de covid-19, que já deixou mais de 340 mil mortos no país. […]

FOTO: AGÊNCIA BRASIL

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