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Por que precisamos de utopias, segundo esta historiadora

Maria Ligia Prado fala ao ‘Nexo’ sobre novo livro que analisa imaginários e projetos políticos na América Latina

Por Juliana Sayuri
De Toyohashi (Japão)
(Para Nexo – 14/2/2021)

Utopia, palavra cunhada pelo filósofo Thomas More no século 16, une o advérbio grego “ou” (que quer dizer “não”) com o substantivo “tópos” (isto é, “lugar”). Utopia seria assim um “não lugar”, um ideal distante.

Desde More, diversos autores se debruçaram sobre a ideia de construir uma sociedade ideal, justa e livre. No século 20, o mote foi o fim das utopias, diante de acontecimentos como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial (1914-1918 e 1939-1945, respectivamente), o nazismo, o stalinismo, as ditaduras latino-americanas.

No século 21, a ascensão da extrema direita também tem deixado margem mínima para se pensar uma sociedade melhor e mais humana. Estudar utopias, entretanto, é um modo de resistir, segundo a historiadora Maria Ligia Prado, professora emérita da FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo) e uma das maiores referências da área no Brasil. […]

IMAGEM: MYSTIC ART DESIGN/PIXABAY

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