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Futurista e analógico: como tecnologia e tradições se misturam no Japão

Por Juliana Sayuri
De Toyohashi (Japão)
(Para TAB Uol – 28/9/2020)

Morre uma Hello Kitty toda vez que alguém diz que o Japão é pura tecnologia. É verdade que é no arquipélago japonês que a startup SkyDrive está desenvolvendo o carro voador SD-XX, estilo Jetsons, que deve decolar em 2023. Para 2030, a expectativa é sobre o Alfa-X, capaz de viajar a 400 km/h, o trem-bala mais rápido do mundo. O país também está traçando protocolos para encontros com OVNIs. E aqui nem todas as festas de formatura foram canceladas por conta da pandemia: graduandos da Business Breakthrough University, em Tóquio, receberam diplomas controlando avatares vestindo becas, os robôs Newme.

Também já existe no Japão robô-monge, o androide Mindar, que recita sutras budistas no Templo Kodaji, em Quioto; robô-meretriz operando no bordel Lumidolls, em Nagoia, e robô-garçom no bar & grill The Galley, em Tóquio; robô-smartphone, o humanoide RoBoHoN (Sharp), e robô-pet, o “filhote” Aibo (Sony).

Desde a década de 1950, no pós-guerra, o Japão construiu esse imaginário futurista flertando com a ficção científica. Animes, filmes, mangás e livros lapidaram certa ideia de modernidade, como se o Japão já estivesse vivendo no futuro. O boom tecnológico das décadas de 1980 e 1990, com os games da Nintendo, os notebooks da Sony e os produtos da Panasonic, também impulsionou essa imagem internacional do país. […]

FOTO: ROBBY MCCULLOUGH/UNSPLASH

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