revista trip

O mainstream do underground

A história da Circo Editorial e de Toninho Mendes, editor que lançou Laerte, Angeli e outros ícones dos quadrinhos brasileiros

Por Juliana Sayuri
De São Paulo
(Para Revista Trip – 27/6/2019)

Eram quase 2 horas da madrugada de 26 de abril de 1984. Em Brasília, a notícia: após altas expectativas, a proposta das Diretas Já, que defendia eleições para presidente depois da ditadura militar (1964-1985), foi derrotada no Congresso. Nessa quinta-feira de ressaca nasceu a intrépida Circo Editorial, em São Paulo.  

O pai era o editor Antônio de Souza Mendes Neto, o Toninho Mendes (1954-2017). Entre os filhos, rebeldes, estavam AngeliLaerte, Luiz Gê, Glauco (1957-2010), Alcy, Chico e Paulo Caruso, artistas que marcaram – e marcam até hoje – a história das histórias em quadrinhos no país. Ativa entre 1984 e 1995, a Circo foi uma editora especializada em quadrinhos de humor, cartuns e charges com ácida sátira social e crítica política. Nesse picadeiro, despontaram atrações como a ninfomaníaca Rê Bordosa e o punk Bob Cuspe, de Angeli (lançados na revista Chiclete com banana), o tipo folgado Geraldão, de Glauco, e os piratas paulistanos, de Laerte. A editora também publicou oito edições da revista Circo, palco dos talentos da casa. As revistas chegavam a vender cerca de 100 mil exemplares, um respeitável público – quer dizer, era a editora mainstream mais underground da época. […]

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