nexo

Das memórias das torturas no Dops

Em documentário dirigido por Beth Formaggini, o hoje bispo evangélico Cláudio Guerra relata execuções e ocultação de cadáveres de opositores da ditadura militar

Por Camilo Rocha e Juliana Sayuri
De São Paulo
(Para Nexo – 29/3/2019)

Cláudio Guerra incinerou ao menos dez corpos na usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, durante a ditadura militar (1964-1985). Ele atuava como delegado no Espírito Santo do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), órgão de repressão do governo, a partir de 1971.

A mando do coronel Freddie Perdigão Vieira, Guerra queimava os corpos de opositores da ditadura, com marcas de tortura, nos fornos da usina. Alguns vinham da Casa da Morte, um centro clandestino dos órgãos de repressão do regime em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Os corpos eram embalados em sacos plásticos pretos – e Guerra os abria para ver as vítimas, segundo sua expressão, “por curiosidade”. […]

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FOTO: DIV.

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