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As marcas de um massacre

Para Bernardo Tanis, atentados como o de Suzano podem abalar a confiança no coletivo e abrir uma brecha explorada por extremistas, provocando mais atos de violência

Por Juliana Sayuri
De São Paulo

(Para Nexo – 15/3/2019)

Ataques em massa como o ocorrido em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, na sexta-feira (15), ou como o ocorrido na escola estadual Raul Brasil, na cidade de Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na quarta-feira (13), deixam marcas nos sobreviventes, nas famílias e, também, em toda a comunidade.

“Além da tristeza, também sinto muita raiva porque a comunidade tem de lidar não apenas com as consequências de curto prazo, mas de longo prazo”, disse a americana Heather Martin ao portal UOL, referindo-se a Suzano. Ela é sobrevivente do massacre de Columbine, nos EUA, em 1999.

“Esta [tragédia] gera uma marca indelével que essas pessoas vão carregar consigo a vida toda”, afirmou o psicólogo e psicanalista Bernardo Tanis, nesta entrevista ao Nexo. Na análise de Tanis, as comunidades têm um longo caminho de reconstrução após atentados desse tipo, o que envolve acompanhamento psicológico e análise crítica dos acontecimentos. “Mais trabalho de pensamento, menos cultura do espetáculo e da catástrofe que prima pelo impacto da imagem”, define. […]

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IMAGEM: REP.

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