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Fila para atendimento a trans no SUS impulsiona clínicas particulares

Por Juliana Sayuri
De Florianópolis
(Para Folha de S.Paulo – 28/10/2018)


Alexia nasceu Alexandre. Em 2017, no seu aniversário de 43 anos, ela recebeu, como se fosse um presente, a retificação de seu registro civil.

Bibliotecária-chefe de um centro de educação tecnológica em Angra dos Reis (RJ), ela fez recentemente a cirurgia de readequação sexual (popularmente conhecida como mudança de sexo) em uma clínica particular. Também realizou três intervenções no rosto, incluindo a frontoplastia (que remodela crânio e testa).

A busca por atendimento ágil e especializado vem abrindo um filão de mercado na rede particular não apenas para cirurgias de readequação sexual, mas também para lipoesculturas, suavização do pomo-de-adão e até alteração do timbre de voz.

“Nas minhas palestras sobre transgeneridade, recebo diversos relatos de mulheres trans que não conseguem encontrar atendimento adequado nem no SUS [Sistema Único de Saúde] nem em clínicas particulares. Elas tiveram experiências com médicos grosseiros, alguns até se recusaram a atendê-las. Tive sorte”, diz Alexia. […]

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