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Família é encontrada morta e amarrada em hotel no norte de Florianópolis

Por Juliana Sayuri
De Florianópolis
(Para Folha de S.Paulo – 6/7/2018)

Uma família paulista foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira (6) no apart-hotel Daytona Beach Residence, na rua Doutor José Bahia Bittencourt, em Canasvieiras, um bairro turístico no norte de Florianópolis (SC). A família era proprietária do hotel.

Segundo o Comando Regional da Polícia Militar de Florianópolis, seis pessoas foram feitas reféns por três invasores armados por volta das 16h de quinta-feira –uma funcionária do hotel conseguiu fugir e informar a polícia, que chegou ao endereço por volta da meia-noite.


Os corpos das cinco vítimas foram encontrados em diferentes quartos e andares do apart-hotel. Num dos cômodos foi inscrita a sigla “PCC” (Primeiro Comando da Capital) na parede. De acordo com a polícia, entretanto, a inscrição pode indicar uma tentativa de tirar o foco da autoria do crime.


“Não é o perfil da facção criminosa. Não é o modus operandi”, diz o tenente-coronel e comandante regional Marcelo Pontes. Os invasores estavam armados, mas não houve registro de disparo de arma de fogo nem foi encontrado sangue no local.  
De acordo com a polícia, as vítimas foram mortas por asfixia e foram encontradas com mãos, pés e pescoço amarrados por cordas. Também foram encontrados vestígios de gasolina nos corpos.

Segundo Pontes, a polícia investiga se o crime foi um “acerto de contas”. Observando o perfil das vítimas, o tenente-coronel afirmou à Folha que a família tinha histórico de estelionato e dívida.


As vítimas foram identificadas como Paulo Gaspar Lemos, 78, e seus três filhos: Paulo Gaspar Lemos Junior, 51, Katya Gaspar Lemos, 50, e Leandro Gaspar Lemos, 44. A quinta vítima é o funcionário do hotel Ricardo Lora, 39, que não fazia parte da família.


Paulo Gaspar Lemos tinha passagens policiais por calúnia e difamação. Leandro Gaspar Lemos tinha histórico de apropriação indébita.
Ainda segundo o tenente-coronel, a família Lemos é de São Paulo, mas se mudou para Santa Catarina há, no mínimo, dez anos.

A área do hotel foi isolada. Equipes da Polícia Civil, do Instituto Geral de Perícias e da unidade de Homicídios estão trabalhando no local. 
Não foram identificados os autores do crime até a manhã desta sexta.

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