aliás – estado

Boy, respeite a Bey

Em um workshop na Columbia University, o sexólogo pop star Francisco Ramírez usa hit da cantora americana para explicar o sexo na era digital. “Mandar nudes, pode; compartilhar nudes, não pode; mandar um emoji de camelo e um ponto de interrogação, não pode”. Sobre emojis, aliás, o professor pede para evitar os fálicos

Por Juliana Sayuri
De Nova York

(Para O Estado de S. Paulo – 12/6/2016)

O relógio marcava 15h29 quando Francisco Ramírez entrou a passos apressados no Buell Hall, um pomposo predinho de tijolo à vista dentro do campus da Columbia University, em Nova York. Francisco deslizou os sapatos no piso de madeira de 1885 e se posicionou num pequeno púlpito diante de 26 estudantes que o esperavam em uma sexta-feira de – 5°C no rigoroso inverno americano, inquietamente instalados em cadeiras de acrílico transparente e com os olhos vidrados nos smartphones.

“Antes de começar o show, vamos ouvir 60 segundos de Beyoncé. Porque sim”, disse Francisco, cantarolando Who Run the World? Girls! Who Run the World? Girls! e dançando, sozinho, tal qual a diva americana que, nos últimos tempos, se firmou como ícone feminista moderno. Os estudantes se entreolharam e lentamente deixaram de lado os celulares. Francisco deu de ombros: “Se há algo a aprender neste workshop, que seja isso: respeite a Bey (apelido da Beyoncé)”, declarou, virando-se de perfil para a plateia, posição em que se destacavam seu minimoicano milimetricamente armado e seu saliente nariz. […]

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