aliás – estado

O mínimo e o máximo

Por Juliana Sayuri
De São Paulo
(Para O Estado de S. Paulo – 6/2/2014)

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Japonês de olhos bem abertos, Masao Yamamoto gosta de coisas belas. Simples assim. Nascido na cidade de Gamagori, em 1957, Yamamoto cresceu rodeado pela natureza, colecionando insetos e brincando nos campos cobertos de lama na Província de Aichi. “Talvez tenha sido atacado por uma espécie de doença de ‘busca pela beleza’”, diz.

Aos 14, Yamamoto adquiriu o primeiro telescópio, fascinado pelos pequenos brilhantes que contemplava no céu. Aos 17, a primeira câmera. Depois, os primeiros pincéis. Nessa busca inquietante por coisas belas, tornou-se fotógrafo, famoso por sua obra minimalista. Para registrar esses fragmentos do mundo, emoldurados por frágeis bordas milimetricamente rasgadas, encontrou inspiração em versos do monge budista Ryokan (1758-1831): “Uma folha de bordo japonesa / Ela se vira para mostrar suas costas / Ela se vira para mostrar sua frente / Antes que seja a hora de cair”. “É um haicai tão pequeno, mas uma filosofia magnífica do universo está presente nessas palavras.” […]

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