aliás – estado

Um sonho sem heróis

Por Juliana Sayuri
De São Paulo
(Para O Estado de S. Paulo – 23/2/2014)

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Foram dias de punhos cerrados nas ruas venezuelanas. Agora, os de Leopoldo López. Vestindo branco, flores brancas nas mãos, o líder opositor se entregou à Guarda Nacional na terça-feira, acusado de incêndio criminoso e incitação criminosa pela organização de uma ruidosa manifestação no dia 12 de fevereiro, pedindo a saída do presidente e abrindo caminho para uma semana de violência que, até sexta, já somava oito mortes no país. Nas marchas desde o Dia Nacional da Juventude, punhos cerrados de milhares de simpatizantes e opositores de Nicolás Maduro, policiais, militares, paramilitares e até misses.

Para o escritor venezuelano Alberto Barrera Tyszka, marcharam nos últimos dias todas as exasperações das crises econômica e política no país. “O perigo é o simplismo maniqueísta com que a polarização tende a reduzir tudo a um esquema de partidos, dos bons e dos maus”, diz o autor da biografia Chávez sin Uniforme (2004) e do premiado romance La Enfermedad (2006). “Chávez e Maduro são muito diferentes. Maduro pende mais à lenda de Chávez que a si mesmo. Talvez por isso tenha sido escolhido como sucessor. Maduro está apenas lutando para sobreviver politicamente”, define o escritor. […]

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