aliás – estado

Lubrificando a vida

As teses etílicas e esotéricas de Amaury Jr.

Por Juliana Sayuri
De São Paulo
(Para O Estado de S. Paulo – 9/2/2014)

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Enquanto o silêncio momentaneamente ocupa o estúdio, TP, luzes e câmeras se direcionam para ele. Vem a voz forte, que logo se vai – “Boa noite a todos, cof, cof, cof, tosse maldita filha da puta. Desculpe, cof, cof, cof, vamos gravar de novo? Vambora” –, mas logo volta – “Boa noite a todos! Bem-vindos a mais um programa. Meus amigos, nesta noite, vamos conversar com Adriane Galisteu, Falcão, Michel Teló e…” – e assim vai Amaury Jr., 63 anos, 32 de TV, entre um take e outro nos estúdios da RedeTV! e na sua produtora paulistana nos Jardins, entre os bastidores e o mise-en-scène que o fizeram famoso por mergulhar no mundo dos famosos. E cada mergulho, dizia-se ainda antes dos anos 2000, é um flash.

Mas Amaury Jr. está habituadíssimo aos holofotes. On the record, palavras improvisadas, mas francas, uma lábia perspicaz e um sorriso fácil que destaca as marcas de expressão ao redor dos olhos pequenos – marcas a cada quatro meses amenizadas com botox. Off the record, palavrões e expressões tão sinceras que nos lembram como o repórter é perfeitamente humano. “Tá vendo este sorriso? É um sorriso que não quero dar às 11 horas da manhã. Mas preciso dar”, disse certa vez, um tanto mal-humorado, durante uma gravação em sua casa-estúdio nos Jardins. […]

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