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Carla Candiotto comenta bastidores de “Histórias por Telefone”

Por Juliana Sayuri
De São Paulo
(Para Folha de S.Paulo – 1/5/2011)

Carla Candiotto, 47, é uma daquelas paulistanas a mil. Ao lado de Alexandra Golik, a atriz fundou a cia. Le Plat du Jour em Paris, em 1992. De volta ao Brasil, fez história com montagens autorais e divertidas de histórias clássicas –inspiradas em autores como os irmãos Grimm, Federico Garcia Lorca, James Barrie, Lewis Carroll, Victor Hugo e William Shakespeare.

Atualmente está em cartaz com “Peter Pan e Wendy”, no Teatro Folha (centro de São Paulo), mas também dirige “Pinóquio”, da Le Plat, no Teatro Imprensa (centro), e “João e o Pé de Feijão”, da Circo Mínimo, em temporada no Sesc Belenzinho (zona leste de SP). O novo projeto paralelo é a direção de “Histórias por Telefone”, nova peça da Cia. Delas, composta por Fernanda Castello, Julia Ianina, Lilian Damasceno, Paula Weinfeld e Thaís Medeiros, em cartaz no Sesc Pinheiros.

A partir da obra “Fábulas por Telefone”, do italiano Gianni Rodari, a peça conta seis pequenas histórias cruzadas nos telefonemas entre o senhor Bianchini e sua filha. “Ele encontra uma ligação para estar longe e perto dela”, diz. “São histórias contemporâneas, lúdicas, maluquinhas, engraçadas e nonsense”, conta. Confira a entrevista da diretora:

sãopaulo – Como foi montar/dirigir a peça?
Carla Candiotto – Gianni Rodari é um dos maiores autores da literatura italiana para jovens. Este espetáculo é uma adaptação livre da obra “Fábulas por Telefone”. Tivemos que escolher seis entre as 69 histórias do livro para criar “Histórias por Telefone”. Histórias essas contemporâneas, lúdicas, maluquinhas, engraçadas e nonsense. Escolher apenas seis foi importante porque deu o tom. Quando as meninas me convidaram para dirigir a peça, pensei: são cinco mulheres homenageando seus pais. Achei a ideia bem interessante e assim o processo começou. Além disso, trabalhar com uma equipe como essa foi uma delícia –com a dedicação, talento e bom gosto da cia. Delas.

É diferente montar um espetáculo infantil?
Para mim, não há diferença entre montar um espetáculo adulto e um infantil. Quando se cria um espetáculo, o trabalho, a dedicação e o tempo são os mesmos. Pensar que montar um espetáculo infantil é mais fácil é o primeiro passo para espetáculo ruim. Tudo depende do foco.

Quando está no palco, quais são suas preocupações enquanto atriz?
Tenho que manter sempre o foco no público. Estou sempre interessada nas reações das crianças: se elas estão seguindo a história, se estão rindo ou estão com medo. É como se tivesse que cuidar da sala para que o espetáculo aconteça.

E quando está nos bastidores, quais são as preocupações enquanto diretora?
Aí minha preocupação é saber se a história está sendo contada claramente para as crianças. Se as piadas estão funcionando, se é preciso fazer mudanças nas cenas, se há elementos que estão atrapalhando o andamento ou a compreensão da história.

Qual é o enredo de “Histórias por Telefone”?
Como desta vez não é uma adaptação de contos clássicos da literatura Infantil –como fazemos nos espetáculos da cia. Le Plat du Jour–, não há “uma história por trás da história”. Nós simplesmente contamos a história de um pai ausente e sua filha. Ele encontra uma ligação para estar longe e perto dela.

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